Fake news x Boas novas

Boataria, rumor,  balela ou inverdade. Os nomes podem mudar mas a  mentira sempre fez parte do currículo do homem decaído no Éden. Aliás a mentira parece tão impregnada no nosso DNA, que muitos estudiosos a julgam como um mal necessário, fundamental para manutenção da vida em sociedade. Com o advento da tecnologia, a tradicional lorota passou a atender pelo nome de Fake News e desde então ocupa  as manchetes dos veículos de comunicação.

Um dos principais objetivos das Fake News é incriminar ou difamar um adversário, prática corriqueira na fase política em que vivemos, onde os extremos ideológicos entram em rota constante de colisão pela mídias digitais. Mas a bazófia também pode ser utilizada para, no âmbito pessoal, levantar uma cortina de fumaça sobre fatos desabonadores que, se expostos, manchariam a biografia de qualquer cidadão.

Interessante que a Bíblia não comunga desta visão complacente. Pelo contrário, ela escancara as entranhas dos seus personagens sem nenhum pudor. Nos Heróis da Fé de Hebreus 11, encontramos pessoas que tiveram envolvimento com bebedices (Noé), prostituição (Raabe), mentira (Jacó), covardia (Gideão), práticas sexuais ilícitas (Sansão), adultério (Davi) e assassinato (Moisés).

Há quem diga que a Bíblia não pode ser levada à sério, porque é um livro repleto de personagens pecadores. Isto no entanto evidencia o propósito de Deus para a redenção do Homem. Paulo em sua carta ao Romanos 3:10 reforça este sentimento ao dizer que “não há nenhum justo, um único sequer”.

Do Genesis ao Apocalipse, encontramos a história de um Criador amoroso, que anseia por reestabelecer a comunhão com as suas criaturas, prática que acontece pela intermediação de Jesus Cristo.  Somo  plenamente justificados não pela nossa conduta, mas por um sangue precioso, inocente,  derramado até a última gota na cruz do Calvário.

Uma vez comprovado que as Fake News proliferam numa velocidade assustadora, vamos virar este jogo, proclamando o Evangelho, uma palavra de origem grega que significa Boas Novas. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Esta verdade é uma notícia perene, que ecooa pelos séculos, sem que ninguém consiga apagá-la. Aleluia!

Maurício Cantoni