Amigos

Uma das coisas mais bonitas que alguém pode vivenciar na vida é uma sincera amizade. Amigo é coisa para se guardar, já dizia a conhecida canção. Amizade vale mais que um tesouro, já declamava o poeta. A própria Bíblia afirma o valor da amizade ao declarar que há amigo mais próximo que um irmão. Amigos tornam a vida mais bela, nos ajudam a vivenciar os momentos difíceis e nos fortalecem durante aqueles períodos em que o ânimo foi embora e só nos restou o cansaço advindo das lutas da vida. Mas, como belas flores trazem o perigo dos espinhos, a amizade também traz alguns perigos. O maior deles possivelmente é a índole do amigo. Lembre-mos: amigos são pessoas e, por isso, acertam e erram. O melhor amigo não é perfeito e a amizade mais linda não é isenta dos perigos comuns a qualquer relacionamento. A beleza da amizade não esconde os perigos próprios de ser influenciado de modo negativo por um amigo que nos oferece companhia, mas também seus valores, tendências e fé.

            Amizades precisam ser acompanhadas de discernimento, caráter e valores bem definidos. Se o amigo errar, não podemos aceitar o erro ou, pior ainda, defender o erro em nome de manter a amizade. Amizade não está acima da honestidade, bom senso, ética e moral. E muito menos da Palavra de Deus. O verdadeiro amigo é aquele que nos ajuda a melhorar e a quem ajudamos a melhorar. Uma amizade em que nos tornamos piores ou que tornamos o outro pior é no mínimo questionável. Isso porque a amizade é um dos melhores espaços para crescimento pessoal.

Já percebeu que um professor amigo ou um pai amigo são pessoas a quem dedicamos mais atenção e a quem abrimos o coração com mais facilidade? O que dizer então de um amigo, daqueles que chamamos “do peito”, quanto ele pode ser um ajudador para nós? E o perigo de um “amigo do peito” ser também um “amigo da onça” e se tornar um verdadeiro entrave para o nosso crescimento pessoal, para nossa caminhada rumo à maturidade?

            Quero ajudar meus amigos e ser ajudado por eles. Quero ter a liberdade de dizer aos meus amigos os acertos e erros deles e dar-lhes a liberdade de falar dos meus. A velha filosofia de “amigos, amigos; negócios à parte” não vale quando o assunto é amizade sincera, amizade madura e amizade profunda.

Acima da amizade, a verdade, o que é certo e digno. Amigos que caminham firmados na verdade serão amigos de verdade. Agora, amigos que caminham firmados na mentira, na desonestidade ou em elementos antiéticos, esses são pseudoamigos, com quem podemos construir no máximo uma amizade ilusória que na prática nem é amizade. Quero ser e ter bons amigos. Você também. Vamos nos esforçar para isso.

Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

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